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ESPAÇO JOVEM  
 
 
 
 
Muitos são os pecados que a fraqueza humana comete. É possível, porém, agrupá-los, por afinidade, em grandes categorias. Estas são designadas pelo elemento que lhes é comum e que toma o nome de “pecado capital” ou “pecado-cabeça”,  “pecado fonte” dos demais. Por conseguinte, pecados capitais são as principais  tendências más no caso, não significa que todos esses pedados sejam graves, mas designa a amplidão e a intensidade de sua influência.

Os pecados capitais também são conhecidos como “vícios capitais”. A palavra vício designa uma tendência ao pecado adquirido pela repetição  dos mesmos atos maus. Assim quem freqüentemente cede a intemperança adquire o vício de beber demais, ou de fumar demais; quem muitas vezes se entrega voluntariamente ao pecado da luxúria, adquire o vício dos desmandos sensuais.

A tendência do mundo atual é criar certa indiferença diante dos sete pecados capitais, cujo escopo é ridicularizar a Igreja que apresenta tais pecados como uma degeneração da pessoa humana e, ao contrário, através dos meios de comunicação reforçar as práticas desses pecados como algo bom que satisfaz os anseios da sociedade. Esses pecados precisam ser esclarecidos a todos e, de modo especial a juventude que são o foco das novelas modernas. Veja:


SOBERBA = ORGULHO

A soberba ocupa o primeiro lugar entre os pecados capitais, porque é a raiz de todos eles. Aliás, foi por soberba que o homem se afastou de Deus no início da história, cometendo o pecado original em conseqüência, todo pecado pessoal tem sua origem na soberba (orgulho), no desejo que o homem traz em si de se preferir a Deus ou de ser o Senhor das situações.

Em que consiste o orgulho propriamente? Todo homem possui valores naturais (inteligência, talentos, dons artísticos...) e valores sobrenaturais ( graça e os carismas concomitantes). Reconhecê-los como tais e atribuí-los à liberdade divina, com alegria e gratidão, é moralmente reto. Todavia, desde que o homem se esqueça de que tudo é dom de Deus e queira parecer grande aos olhos dos homens por suas próprias forças, cai no pecado do orgulho e da vã glória. Geralmente  quem assim procede, julga-se melhor  do  que os outros e tende a se endeusar.

Como remédio para dissipar o orgulho, pode-se sugerir a reflexão sobre o texto bíblico de Eclo 10, 6-18 onde são recordadas a grandeza de Deus e a fragilidade do homem: “Uma longa doença zomba do médico, quem hoje é rei, amanhã  morrerá. Quando um homem morre, herda insetos feras e vermes

Contudo: “O orgulho que leva o homem a vã glória não é bom para a vida do homem, mas o orgulho que leva o homem a dar glória a Deus é bom para vida do homem, pois engrandece o próprio homem”.


AVAREZA

Avareza é a procura desregrada dos bens terrestres. O avarento procura adquirir riquezas, aumentá-las sempre e retê-las avidamente. Chega a fazer destas o seu fim supremo; está a serviço do dinheiro, e não de Deus (Mt 6,24). Não há dúvida de que todo homem precisa  servir-se de bens criados; trate-os , porém, como meios para chegar ao bem absoluto, em vez de se deixar deter por eles. São Paulo, a propósito, diz que a avareza é idolatria – Ef 5,5 e que o amor ao dinheiro  é a raiz de todos os males – ITm 6,9ss.

A avareza leva muitas vezes à dureza para o próximo, à cobiça do poder, a prática de injustiças, à falta de escrúpulos na escolha dos meios para atingir determinado fim, à insensibilidade para com os bens espirituais. Como remédio para a avareza, pode-se propor a meditação sobre o vazio ou a insuficiência dos bens terrestres, efêmeros e ilusórios – como bem observa Eclo 14,3-19 -, a grandeza dos valores eternos e o exemplo do cristo Jesus (Conf.: Lc 9,57-62), que propôs algumas parábolas sobre o assunto: Lc 12, 13-21; 16,19-31 .

Toda via, é bom lembrar que a avareza com cura. Só não será curado quem ainda não experimentou o amor misericordioso de Deus. Ma coisa é certa: A avareza leva o homem a perdição, enquanto o despojamento leva o homem a glória definitiva “Hoje a salvação entrou na tua casa...” Lc 19, 1-9


LUXÚRIA

O prazer sexual é a expressão carnal da felicidade que existe na mútua doação de esposo e esposa. Acompanha a união conjugal para que esta se possa realizar com espontaneidade. O convívio marital do homem e da mulher assumido segundo a lei de deus é santificado e não exclui o prazer carnal. Este é digno do ser humano, desde que animado por um amor inspirado pelo mandamento de Deus. O reto uso das funções  sexuais assim entendidas constitui mesmo a virtude da castidade.

O que vem a ser luxúria? Consiste no desejo desordenado do prazer sexual; a sua desordem está em cobiçar tal prazer fora da instituição matrimonial estabelecida por Deus ou sem levar em conta as leis da natureza criada pelo Senhor. Quem cede a tal volúpia, torna-se facilmente  vítima de triste corrupção; a bestialidade freqüentemente sobrevém com escândalos. Perversão do próximo, crimes de roubo e morticínio, vícios de intemperança (bebidas e drogas).

Em nossos dias registra-se a tendência de legitimar certar práticas luxuriosas (as novelas) como o homossexualismo, a masturbação, as relações pré-matrimoniais, sexo precoce na juventude... A propósito a Igreja publicou aos 29/12/75 a declaração “Persona Humana” sobre alguns pontos de Ética Sexual: este documento lembra que tais práticas são antinaturais e, por conseguinte, em época alguma podem ser tidas como ilícitas, não é a incidência freqüente de determinado erro que torna legítimo tal erro.; Alias, não se pode dizer que os pecados  da carne não têm importância diante dos pecados de injustiça; uns e outros podem ser muito graves; nem se pode esperar a instauração de uma justa ordem social, se os indivíduos não purificam de paixões desregradas os seus corações, ou se não se converterem pessoalmente no mais íntimo de seu ser tornarão a vida um CAOS. Esse é o projeto lançado pela Nova Ordem Mundial que propôs, em nome da falsa TOLERÂNCIA e do PRECONCEITO, equiparar todos no mesmo nível sem fazer distinção de pessoas, obrigando todos a conviverem com o pecado como sendo algo “natural” e “Bom”.

Como remédio para o vício da luxúria, não se pode deixar de mencionar a prática da mortificação. É esta que proporciona ao ser humano o auto-domínio indispensável para que, no momento da tentação, alguém possa dizer NÃO aos impulsos desregrados. Embora a mentalidade moderna silencie ou até rejeite a virtude da penitência, deve-se afirmar que é impossível a alguém sair da mediocridade se não empreender dedicar-se, na medida do necessário, a prática da mortificação. Cada um deve avaliar, diante de Deus, o quanto e como precisa desse exercício em sua vida. A Palavra de Deus denuncia tal atitude por parte dos homens: Lv 181,ss ; Ecle 4,1ss ; Rm 1,20-28 .

IRA

O ser humano repele instintivamente tudo o que lhe contrário. É legítimo reagir diante de obstáculos ao bem. Quem ama os verdadeiros valores, opõe ao mal uma energia sadia. A  resignação tíbia diante do mal não é cristã. A Bíblia Sagrada louva a atitude  irada do sacerdote Finéias frente aos prevaricadores; veja: Nu 25,1-17 Sl 106 (106), 28-31. O próprio Senhor deu o exemplo de uma ira justa e santa quando expulsou os vendilhões do Templo (Mt 21,12), quando censurou os fariseus hipócritas (Mt 23,13).

A ira torna-se pecaminosa, se ela implica desordem no exercício do poder natural de reação diante do mal: assim, por exemplo, é errôneo o fato de alguém se irritar mais contra os pecados alheios do que contra os seus (suposto que estes sejam igualmente graves); também o fato de se inflamar por  motivos insignificantes ou ainda o de desejar vingança. Os maus frutos da ira são as brigas, os golpes físicos, os insultos, as imprecações ( o “rogar pragas”).

Como remédio para a ira, recomenda-se o exercício da circunspecção ou prudência, de modo que ninguém  proceda segundo o ímpeto imediato das paixões; pense, antes, cada um no ridículo de uma atitude de ira descontrolada. Além do que será oportuno meditar na figura de Jesus Cristo: “ manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Aliás, toda a história da salvação é um longo testemunho da PACIÊNCIA de DEUS para com os homens (ver Rm 3,25s; At 17,30; IPd 3,20).


GULA (temperança em geral)

Os instintos de comer, beber e repousar-nos são dados por Deus a todos os homens; certo prazer lhes está associado para que nos desempenhemos com facilidade dessas tarefas importantes para a conservação da vida. O pecado existe quanto alguém faz de tal prazer  (que é mero incentivo) a finalidade de seus atos ou quando alguém valoriza os prazeres da comida e da bebida mais do que os bens espirituais.

A intemperança no comer consiste não só em comer demais, mas também em só querer alimentos requintados, com desdém dos alimentos comuns e sadios. Quem cede a tal paixão, pode chegar a fazer do ventre o seu Deus, como diz São Paulo: “O fim deles é a perdição, o deus deles [é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso” Fl 3,19. Grave é a situação de quem, por excesso de comida (ou bebida), põe em perigo a saúde do corpo ou da alma ou se torna incapaz de cumprir as suas obrigações. Como remédio sugiro o jejum como meio eficaz para se libertar de tudo aquilo que é excesso, não só em relação a comida, mas a bebida, drogas pelo fato de tudo isso fazer mal ao corpo e atingido o espírito. Os salmos 69, 91, 31, 118, 1, .


INVEJA

A inveja é a tristeza que alguém experimenta por descobrir valores alheios, que lhe parecem ser obstáculos à sua glória. É compreensível que alguém, observando virtudes e bens de outrem, queira também possuí-los; pode Haber uma santa emulação (competição) entre irmãos na prática do bem; essa emulação, porém, jamais deve impedir que nos alegremos com as vitórias do nosso próximo e nos entristeçamos com as suas derrotas.

A Bíblia Sagrada apresenta a inveja (de Caim contra Abel) como o primeiro pecado pós a queda dos primeiros pais (Gn 4,3-5). Ela pode levar a ira, a vingança, à difamação, à calúnia, ao ódio...; pode também gerar a alegria maldosa pela desgraça de alguém. Para combater a inveja, recomenda-se a meditação sobre o amor e a liberalidade de Deus para com todos os homens. A prática da humildade e da caridade para com o próximo são também antídotos salutares contra esse vício.


PREGUIÇA


Por “preguiça” aqui não se entende a indolência para o trabalho nem o desejo desregrado de repouso e prazeres, mas, sim, a falta de gosto pelos valores espirituais, o desânimo na luta contra os defeitos morais, ou, mais brevemente, a lerdeza e o torpor na vida espiritual. A pessoa assim afetada se envolve febrilmente em afazeres terrestres; mostra-se cansada e inconstante em seus empreendimentos, deixando-se levar pelos critérios do comodismo. Pode até sentir tristeza por ter sido chamada por Deus para seguir o Cristo e entrar na vida eterna, visto que tal vocação implica desapego e luta.

Esse marasmo espiritual era freqüentemente denunciado pelos antigos monges, que o chamavam acédia e nele viam a porta aberta para graves pecados e desastres. Comparavam-na ao abatimento que alguém pode experimentar debaixo do sol do meio-dia, havendo já trabalhado a manhã inteira e devendo ainda percorrer a outra metade do dia. A acedia pode afetar também as pessoas de ideal que chegam presumidamente à metade da sua vida (aos quarenta anos); o tédio da monotonia, do cansaço e o desejo de tudo largar para recomeçar  como se tivessem  apenas vinte anos podem dar origem a uma crise interior (depressão, solidão, inércia... a qual é superável).

Entre as conseqüências da lerdeza espiritual, apontam-se: a não observância de obrigações tidas como incômodas (âmbito religioso: oração; a meditação; Missa; mortificação). No dia-dia a tagarelice, a entrega ao ócio vazio ou a atividade febril, o mau humor contra aqueles que exortam a virtude, etc. Com antídotos, são recomendadas: a prática da mortificação, que desperta a energia espiritual e tira da apatia interior, a meditação dos “novíssimos” ou da sorte final do homem; quem tem consciência nítida de que está vida é a ante-câmara da definitiva e celeste, não se deixa ficar parado na estrada pela preguiça.

Todavia, preguiça poderá impedir a plena realização da pessoa humana, pois o preguiçoso deixa de realizar a sua grande missão: EVANGELIZAR. A preguiça não é a ordem de Jesus, mas o trabalho do Reino de Deus que já está entre nós.

Obs.: Digo a você jovem: cuidado com os meios de comunicação social porque esse meio não tem compromisso com a verdade e sim, com as retóricas humanas com intuito de usar você como consumidor da tv, a fim de sustentar o pecado em detrimento a riqueza de poucos. Acorda pra vida. O pecado sempre será pecado, enquanto que a graça sempre será GRAÇA.

AMÉM!!